"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

domingo, 25 de junho de 2017

PT, PMDB, PSDB E PP OS PARTIDOS DO PETROLÃO QUEREM CASTRAR LEGENDAS PARA BARRAR RENOVAÇÃO

"A REPÚBLICA ACABOU! TEMOS QUE AVISAR O POVO!" (DEPUTADO PAULO MARTINS)

CRISE NA VELHA POLÍTICA: EM NOVA PESQUISA NACIONAL, PT É REJEITADO POR 50% E PSDB POR 47%

Os dados são do DataPoder360, do portal Poder360


O DataPoder360, do portal Poder360, realizou pesquisa nacional nos dias 17 e 19 de junho, entrevistando 2.096 pessoas em 27 municípios. Com margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, os resultados não foram dos melhores para a chamada “política tradicional”.

Ao menos, para os partidos que lideraram a corrida eleitoral de 2014.

O PT ‘lidera’ a rejeição, com 50% dos entrevistados dizendo que jamais votariam no partido. O PSDB não fica tão atrás assim, chegando aos 47%. Considerando tais números, fica ainda mais forte a tese do “outsider”, que necessariamente precisará mostrar-se à parte das grandes estruturas.

A eleição de 2018 seguramente será fora de todos os padrões tradicionais.


25 de junho de 2017
implicante

PÍLULAS POLÍTICAS DO JORNALISTA CLAUDIO HUMBERTO

INTROMISSÃO DA NORUEGA FERE PRINCÍPIO DIPLOMÁTICO

A primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, ignorou princípio básico de diplomacia intrometendo-se em assuntos internos do Brasil diante do presidente Michel Temer, que fazia visita oficial a seu convite. 
Em campanha para se reeleger, Solberg mostrou que, além de mal-educada, cultua a hipocrisia: tentou dar lições ambientais ao Brasil, mesmo governando um país que estimula a caça às baleias e polui o ambiente explorando petróleo, fonte de energia não-renovável (e suja).

BALEIAS DA NORUEGA


Este ano, o governo de Erna Solberg autorizou a morte de 999 baleias. Segundo documentário exibido em março, 90% são fêmeas e grávidas.

EXTERMÍNIO DE PEIXES


As “chuvas ácidas”, provocadas pela poluição europeia, mataram todos os peixes existentes em mais de 2 mil lagos noruegueses.

VALOR FUNDAMENTAL

Para a diplomacia brasileira, a não intromissão em assuntos internos de outros países é um valor fundamental. Que a Noruega desrespeitou.

ESFRIAMENTO


Após o incidente em Oslo, a tendência da diplomacia brasileira é tratar com frieza norueguesa o governo da primeira-ministra Erna Solberg.

PM/DF RECEBE R$ 100 MIL MÊS, MAS ESTÁ SUCATEADA


Veículos blindados e não-blindados de diversos batalhões da Polícia Militar do DF estão parados por falta de peças e manutenção, apesar de a corporação ter um contrato de quase R$ 6,8 milhões com o Banco Central que poderia bancar a manutenção de quase toda a frota da polícia. São mais de 3,8 mil viaturas da PM/DF. 
A corporação diz não saber precisar o número total de veículos indisponíveis, diz apenas que a grana vinda do contrato do BC não pode ser usado para manutenção.

DINHEIRO DE SOBRA


Desde 2001, a PM tem um contrato de (atuais) R$ 1,35 milhão/ano, R$110 mil por mês, para a escolta de veículos do Banco Central.

GASTO EXCLUSIVO


Segundo a PM, a grana do BC é destinada à compra de equipamentos para as unidades envolvidas diretamente no contrato.

MIL CARROS POR DIA


A PM/DF informou que por dia são cerca de 745 viaturas realizando rondas nas ruas do Distrito Federal, em média.

IMPEACHMENT FEZ MILAGRES

Vice-presidente da ONG que municiou o ministro do Clima da Noruega com dados alarmistas sobre a Amazônia, Steve Schwartzman escreveu artigo, em 2016, comemorando a redução de 79% no desmatamento.

HAJA PACIÊNCIA


O senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), relator do projeto da reforma trabalhista, aposta que análise da matéria vai varar a madrugada. Mas promete esgotar o tema na Comissão de Constituição e Justiça.

BUNGA-BUNGA

O ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, das festas “bunga-bunga” com garotas de programa, continua em forma: disse que a única coisa que gosta em Donald Trump “é a mulher dele, Melania”.

VANGUARDA DO ATRASO

A Câmara analisa projeto que reverte normas do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no governo Dilma, proibindo a doação de sangue por homens homossexuais.

SEU DINHEIRO RASGADO


O governo federal contabiliza R$646,5 bilhões em gastos diretos este ano, mas 76,1% do total (R$492,5 bilhões) foram destinados ao refinanciamento e pagamento de juros das dívidas interna e externa.

A CONTA É NOSSA

A Presidência da República abriu licitação para torrar R$ 341,6 mil em arranjos florais “nobres de 1ª qualidade” para enfeitar centros de mesa e coroas fúnebres. Tem até árvore de Natal “natural” de 2m de altura.

ASSIM É SE LHE PARECE


A cobertura da viagem de Michel Temer registrou como “sinal de desprestígio” a ausência de autoridades esperando o presidente nos aeroportos de Moscou e Oslo. Mas é o protocolo adotado até no Brasil.

NEM O PT


Na tentativa de recorrer do arquivamento da ação contra Aécio Neves no Conselho de Ética, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) tem dificuldades de obter o apoio e as assinaturas “até de senadores do PT”, disse.

PENSANDO BEM...


...Temer voltou da Europa sem grandes acordos, mas tornou a crise internacional, ao inspirar as malcriações da primeira-ministra da Noruega.


25 de junho de 2017
diário do poder

A FARSA SE REPETE: A "RÚSSIA CRISTÃ" DE STALIN A VLADIMIR PUTIN

A “nova Rússia” está extremando seus artifícios para tentar cativar cristãos e conservadores no Ocidente.

O curioso é que essa artimanha não é nova. Já foi tentada pelos serviços secretos soviéticos em outras circunstâncias, notadamente nos tempos de Stalin, a quem Vladimir Putin se refere como seu modelo de governante.

O procedimento foi tão desprovido de moralidade que na época não pareceu acreditável. O Pe. Robert A. Graham S.I. há mais de 30 anos lhe consagrou um alentado estudo no qual pode restaurar os inacreditáveis procedimentos da guerra da informação russa.

O trabalho apareceu na revista “La Civiltà Cattolica” nº 3186, de 19 de março de 1983 (págs. 533 a 547). Fundamentamos este artigo nessa conscienciosa matéria publicada sob o título: “A cruzada de Stalin contra «o anticristo» Hitler – A «Rádio cristã» do Komintern em 1941” (“La crociata di Stalin contro «l’anticristo» Hitler – La «Radio cristiana» del Comintern nel 1941”).

Em 1941, Hitler invadiu Rússia sem atender a aliança conhecida como pacto Ribbentrop-Molotov (23 agosto 1939) em virtude do qual Moscou e Berlim aliadas desencadearam a II Guerra Mundial.

Pouco depois, os radioamadores ficaram surpresos ouvindo uma linguagem inesperada vinda da Rússia dos sovietes.

Nas ondas da Rádio Moscou os cristãos eram exortados a se unirem pela defesa da cristandade.

Os locutores de Moscou louvavam os católicos alemães que resistiam às perseguições nazistas, citavam os sofrimentos dos católicos poloneses e de outros países ocupados pelo nazismo.

A emissora se definia como “Rádio Cristã” e reproduzia a mensagem evangélica numa media dúzia de línguas com tal fidelidade que muitos poderiam ter achado que ouviam a Rádio Vaticana.

O semanário católico londrino “The Tablet”, em 19 de julho de 1941, comentou “a denúncia diária que fazem os russos da perseguição religiosa na Alemanha”.

Naquele conflito mundial fez furor o uso de rádios clandestinas na guerra da informação por parte das potências em guerra. Mas ninguém imaginou que o cinismo de Moscou podia ir tão longe.

Stalin e a URSS precisavam desesperadamente do apoio do povo que até há pouco tinham perseguido religiosamente.

As campanhas antirreligiosas foram suspensas, os eclesiásticos ligados ao Patriarcado de Moscou foram catapultados ao primeiro plano.

A “Rádio Cristã” despertou dúvidas pelos seus arroubos em defesa da Cristandade, muitos mais intensos do que as transmissões da Santa Sé.

Em 1963 foram recuperados arquivos na Alemanha Oriental que documentavam a monstruosa operação de guerra psicológica montada no Kremlin e os nomes da equipe internacional do Komintern [Internacional Comunista] que a efetivou.

Até o início da II Guerra Mundial, a mídia socialista russa incitava à guerra contra as “superstições” religiosas, um axioma do marxismo-leninismo.

E, quando a aliança soviético-nazista invadiu a Polônia a fúria da propaganda russa visou os chefes da Igreja Católica. Eles eram acusados de cumplicidade com o capitalismo e com os “imperialistas” fabricantes de armas, responsáveis pelo conflito na ótica de Moscou.

Quando o Papa Pio XII publicou a encíclica Summi Pontificatus (20 de outubro de 1939), o jornal soviético porta-voz do regime “Izvestia” (22 de janeiro de 1940) acusou o Vaticano de “beber sangue dos caídos”.

O Communist International (1940, nº 6), escrevia que “o proletariado internacional reconhecia entre os odiosos culpados da guerra a batina padresca do Senhor do Vaticano”.

O Sputnik Agitato (fevereiro de 1941) acusava o Papa de estar a serviço dos financistas da guerra e repelia as “calúnias selvagens” contra a URSS.

O alemão Richard Gyptner e o checo Victor Stern, fiéis agentes do Komintern, foram os chefes da “Rádio Cristã”.

Eles acabariam morrendo após a guerra cobertos de honrarias pelos serviços prestados.

Gyptner escreveu que a transmissão visava os católicos e crentes para incitá-los a se aliarem contra o “anticristo Hitler” e exaltava os eclesiásticos que agiam nesse sentido.

Na doutrina do Komintern isso afinava com a “política da mão estendida” lançada no 7° Congresso mundial do PC em 1935.

Emissões dos dias 7 e 27 de julho 1941 defenderam os católicos e espalharam que “é necessário abandonar a velha fábula do catolicismo aliado com os opressores das nações”.

As emissões em italiano concluíam com a pia exortação “cristãos, católicos! perseverai na batalha contra o anticristo”!

Em polonês ressaltavam as perseguições que sofriam os sacerdotes católicos, a ocupação de dioceses, o confisco de arquivos, a expulsão de cônegos, etc.

Em húngaro sublinhavam que na Alemanha as escolas católicas foram fechadas, que em Innsbruck os bens dos capuchinhos foram roubados e que mais de 800 sacerdotes poloneses foram extraditados para o país invasor.

Na festa da Assunção em 15 de agosto de 1943, o londrino Catholic Herald reproduziu emissão da “Rádio Cristã” em polonês com programa exaltando a festa de Nossa Senhora.

Entre outras coisas dizia: “rezemos ardorosamente à protetora de nosso católico país […] a Ela que é mais forte que Satanás se deve a queda das cidades de Orel e de Biegorod nas mãos do Exército Vermelho […]. Ô Rainha da Polônia, país que é a joia da coroa da beatíssima Virgem, conduzi nossos irmãos na batalha”.

Gyptner deixou por escrito sua alegria com o sucesso de suas mentiras. Ele citou o testemunho de oficiais e soldados inimigos presos em Stalingrado.

Mas a melhor prova para ele foi que Goebbels, ministro da propaganda nazista, classificou a “Rádio Cristã” entre as 15 emissoras inimigas mais perigosas.

O metropolita Sergio de Moscou se destacou pela pregação religiosa encomendada por Stalin e pelo PC. O dia 26 de junho de 1941 celebrou uma missa para obter a vitória.

Foi na igreja da Epifania de Moscou com grande presença de membros do governo e do PC, fartamente fotografados para difundir pela imprensa estrangeira.

Na prática nenhuma lei antirreligiosa foi tocada, abolida ou modificada. Mas não faltaram em Ocidente aqueles que viam as emissões do modo mais favorável para os sovietes e acenavam com o início de uma época nova no império do ateísmo.

Até exilados russos sonharam com uma mudança operada em Stalin que estaria fazendo dele o salvador da Santa Rússia.

Os eclesiásticos ortodoxos que não acertaram o passo foram excomungados pelo metropolita Sergio de Moscou.

Fez parte da manobra um nunca achado “documento Weigang” atribuído a um ignoto lugar-tenente alemão que teria feito um plano visando “o fechamento de todas as igrejas e a substituição do cristianismo pela religião de Wotan” na Rússia.

O plano nunca foi publicado nem recuperado em arquivo algum. Jamais foi possível identificar o referido Weigang. O golpe, porém, foi comemorado pela contrainformação soviética.

Ilya Ehrenburg chefe da propaganda de Stalin denunciou o satânico “plano Weigang” em emissão do dia 19 de julho de 1942 sublinhando a “finalidade de erradicar o cristianismo na Rússia, porque era uma religião não adaptada ao povo”.

(Autor: Robert A. Graham S.I. in La Civiltà Cattolica, 19.3.1983 nº3186, págs 533 a 547)

O curso da guerra mudou em 1943. As exigências propagandísticas foram outras e a anti-cruzada de Moscou pelo cristianismo perdeu sua utilidade. A “Rádio Cristã” parou de emitir.
Mas a manobra do generalíssimo do ateísmo José Stalin ficou registrada como uma estratégia ousada de falsa cruzada para ludibriar os cristãos e pô-los na órbita da Internacional Comunista.
Hoje, Vladimir Putin e seus acólitos parecem ter recuperado a velha cartilha para aplica-la num contexto novo, mas com possantes analogias.



25 de junho de 2017
Luis Dufaur, escritor e conferencista, edita o blog Flagelo Russo.

LÍDERES EUROPEUS: COMO SONÂMBULOS RUMO AO DESASTRE



Viver o aqui e agora: os líderes mais importantes da Europa não têm filhos, entre eles estão a chanceler alemã Angela Merkel (à esquerda) e Mark Rutte (à direita), primeiro-ministro da Holanda.
(Imagem: Ministro-presidente Rutte/Flickr)

Nunca houve tantos políticos sem filhos governando a Europa como nos dias de hoje. Eles são modernos, de mente aberta, multiculturais e sabem que “tudo termina com eles”. No curto prazo não ter filhos é um alívio, já que significa não gastar dinheiro com a família, sem sacrifícios e ninguém para se queixar sobre as consequências futuras. Conforme consta em uma pesquisa investigativa financiada pela União Europeia: “sem filhos, sem problemas!“.

Ser mãe ou pai, no entanto, significa que se aposta, de forma legítima, no futuro do país que se governa. Os líderes mais importantes da Europa não estão deixando filhos.

Os líderes mais importantes da Europa não têm filhos: a chanceler alemã Angela Merkel, o primeiro-ministro holandês Mark Rutte e o candidato francês à presidência Emmanuel Macron. A lista continua com o primeiro-ministro sueco Stefan Löfven, o primeiro-ministro luxemburguês Xavier Bettel e o primeiro-ministro escocês Nicola Sturgeon.

Uma vez que os líderes da Europa não têm filhos, parece que eles não têm porque se preocupar com o futuro do continente. O filósofo alemão Rüdiger Safranski assinala:

“para aqueles que não têm filhos, pensar em termos das gerações vindouras perde a relevância. Portanto eles se comportam cada vez mais como se fossem os últimos e se consideram como se estivessem no fim da cadeia”.

“A Europa está cometendo suicídio ou no mínimo os líderes europeus decidiram se suicidar”, ressaltou Douglas Murray no jornal The Times. “Os europeus hoje têm pouca vontade de ter filhos, de lutar por si ou até mesmo de defender seu ponto de vista em uma discussão”. Em seu último livro que leva o título de A Estranha Morte da Europa, Murray chamou isso de “um cansaço civilizatório existencial”.

Angela Merkel tomou a decisão fatal de abrir as portas da Alemanha para um milhão e meio de migrantes para conter o inverno demográfico de seu país. Não é nenhuma coincidência que Merkel, que não tem filhos, seja chamada de “Mãe Misericordiosa dos migrantes. Merkel evidentemente não deu a mínima se o influxo massivo desses migrantes iria mudar a sociedade alemã, provavelmente para sempre.

Dennis Sewell recentemente escreveu no Catholic Herald:

“é a tal concepção de que é a ‘civilização ocidental’ que aumenta enormemente o pânico demográfico. Sem ela a solução seria fácil: a Europa não precisa se preocupar em encontrar jovens para sustentar os idosos em sua decadência. Há muitos migrantes batendo na porta, tentando escalar o arame farpado ou se aventurar em embarcações precárias para chegar às nossas costas. Basta deixá-los entrar”.

O status de não ter filhos de Merkel é um reflexo da sociedade alemã: de acordo com estatísticas da União Europeia 30% das alemãs não têm filhos, sendo que essa percentagem salta para 40% entre as universitárias. A ministra da defesa alemã Ursula von der Leyen salientou que, a menos que a taxa de natalidade volte a crescer, o país terá que “apagar as luzes“.

Segundo um novo estudo publicado pelo Institut national d’études démographiques, um quarto das mulheres europeias nascidas na década de 1970 poderá permanecer sem ter filhos. Os líderes europeus não são diferentes. Uma em cada nove mulheres nascidas na Inglaterra e no País de Gales em 1940 não tiveram filhos ao atingirem a idade de 45 anos, em comparação com uma em cada cinco das que nasceram em 1967.

O político francês Emmanuel Macron rejeitou a afirmação do presidente francês François Hollande segundo a qual “a França tem um problema com o Islã”. Ele é contra a suspensão da cidadania dos jihadistas e continua insistindo, apesar de todas as evidências em contrário, que o Estado Islâmico não é islâmico: “o que representa um problema não é o Islã, mas certos comportamentos tachados de religiosos e depois impostos àqueles que praticam aquela religião”.

Macron prega uma espécie de buffet multicultural. Ele fala do colonialismo como “crime contra a humanidade“. Ele é a favor de “fronteiras abertas“, e para ele, novamente, apesar de todas as evidências em contrário, não existe nenhuma “cultura francesa”.

Segundo o filósofo Mathieu Bock-Coté, Macron, de 39 anos, casado com sua ex-professora de 64 anos, é o símbolo da “feliz globalização, livre da memória da glória francesa perdida”. Não é nenhuma coincidência que “Manif Pour Tous”, um movimento que lutou contra a legalização do casamento gay na França, urgiu para que se votasse contra Macron como sendo o “candidato antifamília“. O slogan de Macron, “En Marche!”, (Em Marcha!) encarna as elites globalizadas que reduzem a política a um exercício, a uma performance.

É por isso que o líder turco Erdogan incentiva os muçulmanos a terem “cinco filhos” e os imãs islâmicos exortam os fiéis a “terem filhos“: para conquistar a Europa. Os supremacistas islâmicos estão trabalhando incessantemente para criar um choque de civilizações no coração da Europa, e eles retratam os países anfitriões ocidentais colapsando: sem população, sem valores, abandonando sua própria cultura.

Olhando para Merkel, Rutte, Macron e outros, será que esses supremacistas islâmicos estão tão errados? Nossos líderes europeus estão andando como sonâmbulos para o desastre. Por que eles deveriam se preocupar, se no final da vida deles a Europa não será mais a Europa? Conforme esclarece Joshua Mitchell em um ensaio “nos encontrarmos a nós mesmos se torna mais importante do que construir um mundo. A longa cadeia de gerações já fez isso por nós. É hora de nos divertirmos”.



25 de junho de 2017
Giulio Meotti, editor cultural do diário Il Foglio, é jornalista e escritor italiano.
Publicado no site do Gatestone Institute – https://pt.gatestoneinstitute.org
Tradução: Joseph Skilnik

O RETORNO (PLANEJADO) À BRUTAL SEXUALIDADE PAGÃ

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Os progressistas sexuais alegam que estão a dar início a um “admirável mundo novo” repleto de liberdade, mas a sua “nova” moralidade é tão antiga como as montanhas.

Quantas vezes já ouviram os progressistas sexuais alegarem que aqueles de nós que defendem a moralidade sexual e o casamento tradicionais estão “do lado errado da história”? Mas como ressalva um livro recente, são os proponentes da revolução sexual que estão a abraçar uma moralidade sexual que a história deixou para trás há milênios – nas ruínas do Fórum Romano.

Sim, a civilização ocidental está a atravessar por uma mudança cultural dramática; no espaço de alguns anos, a nossa sociedade mudou de forma fundamental o entendimento do casamento, abraçou a noção de que os homens podem transformar-se em mulheres, e está agora a promover a ideia de que homens adultos podem-se sentir à vontade para partilhar instalações sanitárias com jovens mulheres. Sem surpresa alguma, estamos também a observar esforços rumo à normalização da poligamia, pedofilia e incesto.


É precisamente em tempos como estes que devemos de ter algum tipo de perspectiva histórica. E é precisamente por isso que o livro do pastor luterano Matthew Rueger com o título de “Sexual Morality in a Christless World,” é cronologicamente apropriado. Nele, Rueger mostra como a moralidade sexual cristã agitou o mundo pagão da Roma antiga. As noções do amor compassivo, da castidade sexual, e da fidelidade marital eram estranhos, e até chocantes para o povo dessa época.

Citando estudiosos atuais, Rueger detalha a visão sexual do mundo romano que durou centenas de anos. As mulheres e as crianças eram vistas como objetos sexuais; os escravos – homens e mulheres – poderiam esperar serem abusados sexualmente; a prostituição estava amplamente difundida; e o homossexualismo predatório era comum. A moralidade sexual cristã (que limita a atividade sexual para o casamento entre um homem e uma mulher com idade para gerar filhos e filhas, cuidar do lar e ensinar os mandamentos bíblicos à descendência) pode ter sido vista como repressiva para os licenciosos, mas ela era um dom de Deus para as vítimas.

Rueger escreve que: as alegações atuais de progressismo e avanços por via da aceitação de “visões sexuais dominantes em torno da sexualidade e do casamento [sic] homossexual” estão totalmente desinformadas… A visão contemporânea em torno da sexualidade nada mais é que um renascimento duma visão do mundo antiga e muito menos compassiva.

Mas ela é também o renascimento duma visão antiga e mais pobre do homem. Imaginem a reação duma escrava pagã romana que aprendia pela primeira vez que ela tinha valor – e não valor monetário como um bem para ser usado e descartado pelo dono – mas valor eterno visto que ela havia sido criada à imagem de Deus.

Ou imaginem a dor de consciência sentida por um marido romano infiel mal ele viesse a saber que Deus havia incarnado, tomado a forma dUm Homem, e que a maneira como ele cuidava do seu próprio corpo e do corpo dos outros era importante para Deus. Sem dúvida, que isto havia de ser importante.

Não podemos desviar o olhar e ignorar este renascimento profano da sexualidade pagã e da sua visão humilhante do ser humano. Mas também não podemos agitar as mãos temerosamente, ou desistir derrotados. Tal como Rueger salienta, Cristo e a Sua Igreja transformaram de maneira radical uma sexualidade mais cruel e mais caótica que a nossa.

Olhem para os crentes antigos que vieram antes de nós: Em vez de sucumbirem ou se acomodarem ao espírito da época, os novos convertidos da Igreja primitiva vieram a entender, tal como escreve Rueger, que

“a moralidade cristã fundamentava-se na pureza abrangente de Cristo e no amor auto-esvaziante… Os cristãos já não poderiam viver como os gregos ou como os romanos. A sua visão do mundo e a visão que eles tinham deles mesmos eram totalmente distintas. Eles agora eram um com Cristo, de coração e alma.”

Agora, escreve Rueger, a sua natureza distinta “não iria poupá-los do sofrimento, mas, sim convidar o sofrimento”. É totalmente claro que o mesmo se aplica a nós cristãos nos dias de hoje. Será que iremos dobrar os nossos joelhos a esta renascida sexualidade pagã, ou será que iremos disponibilizar a liberdade e o plano de Deus para a sexualidade humana para um mundo que desesperadamente necessita dele?


Comentário do editor do blog ‘O Marxismo Cultural’:

Claro que o renascimento desta moralidade sexual pagã não é algo “orgânico” ou consequência natural dos eventos, mas sim ato consciente e planejado levado a cabo pela elite como forma de desorganizar e fragilizar as nações ocidentais. Depois de fragilizadas, e totalmente submissas (devido à sua aderência a escolhas sexuais inferiores e auto-destrutivas), a elite poderá “reinar” sobre elas como bem entender, sem se preocupar numa revolta popular por parte de quem se encontra focado no número de parceiros e parceiras sexuais é que já teve e pode vir a ter.

Por incrível que pareça, os limites que a civilização cristã colocou no comportamento sexual (colocando de lado a sexualidade pagã), resultaram em liberdade, enquanto que os comportamentos sexuais que a civilização pós-cristã está a promover sob a bandeira da “liberdade sexual”, irão ter como consequência a perda da liberdade.

“Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado. Ora o servo não fica para sempre em casa; o Filho fica para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.”
– João 8:34-36



25 de junho de 2017
Eric Metaxas
Publicado originalmente em CNS News – http://www.cnsnews.com
Tradução e divulgação: O Marxismo Cultural

O GOLPE DE LULA CONTRA MICHEL TEMER E A ESQUERDA GLOBALISTA NA TENTATI VA DE DESTRUIR TRUMP E OS EUA


Heitor De Paola comenta as ações de Lula e o PT para derrubar a República brasileira através da queda de Michel Temer. Também fala sobre as tentativas da esquerda norte-americana em destruir o governo de Donald Trump.


25 de junho de 2017
heitor de paola

O VERDADEIRO PODER DA MENTE (LAÉRCIO FONSECA)

O QUE APRENDI COM O SILÊNCIO

THE AFTERLIFE INVESTIGATIONS

DENÚNCIA DE JANOT CONTRA TEMER DEVE SER FEITA ATÉ ESTA TERÇA

PRESIDENTE DEVE SER ACUSADO DE CORRUPÇÃO PASSIVA E OBSTRUÇÃO
DENÚNCIA DO PROCURADOR-GERAL, RODRIGO JANOT, CONTRA PRESIDENTE MICHEL TEMER DEVE SER FEITA ATÉ ESTA TERÇA (FOTOS: ABR E MARCOS CORREA/PR)

O procurado-geral da República, Rodrigo Janot, deve apresentar denúncia contra o presidente Michel Temer, ao Superior Tribunal Federal (STF), pelo crime de corrupção passiva, até esta terça (27), prazo final para a entrega. No entanto, peça pode ser protocolada ainda nesta segunda (26).

A acusação de Janot é baseada nas investigações baseadas nas delações de executivos da JBS na Operação Lava Jato. O ex-assessor do presidente e ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) é alvo do mesmo inquérito.

Os R$ 500 mil flagrados com Rocha Loures, segundo o Ministério Público Federal (MPF), é parte de propina paga pelo frigorífico para ter favorecimento no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão que arbitra disputas entre empresas. Para a Polícia Federal (PF), a ligação entre o ex-deputado e Temer foi comprovada em uma conversa gravada por um dos donos da JBS Joesley Batista. O presidente se defende, dizendo que apenas ouviu as reclamações do empresário.

A investigação contra Temer inclui, além de corrupção passiva, suposta prática de obstrução da Justiça e participação em organização criminosa. Essas denúncias podem ser apresentadas posteriormente pela PGR, já que a PF ainda não concluiu suas investigações.

Entenda

Se a Justiça acolher a denúncia de Janot, uma ação penal é aberta e o acusado se torna réu. Ao final do processo, depois das partes se manifestarem, a Justiça condena ou absolve os envolvidos.

Por ocupar o cargo de presidente da República, Michel Temer tem garantias diferentes das previstas para os outros cidadãos. Além do foro privilegiado no Superior Tribunal Federal (STF), a denúncia só segue para a Justiça caso a Câmara dos Deputados a aceite, ou seja, precisa do aval de 342 dos 513 deputados federais para ir ao STF.

Se a denúncia passar pela Câmara e o Supremo abrir a ação penal, o presidente fica suspenso de suas funções por até 180 dias. Após esse prazo, se não houver conclusão do STF, o presidente volta ao cargo. Uma prisão só pode ser decretada após sentença condenatória.


25 de junho de 2017
diário do poder

OS PARADIGMAS E O NOVO TEMPO

A BARBARIE MUÇULMANA NA EUROPA

A DELAÇÃO DE JOESLEY & A TENTATIVA DE BANALIZAÇÃO DA LAVA JATO



A narrativa mentirosa de parte da grande imprensa, tendo à frente a Empiricus Research/Antagonista e as Organizações Globo, de associar a possível anulação do acordo de delação super premiada entre o suposto dono da JBS e a PGR a um golpe contra a Lava Jato se constitui a nosso ver apenas mais um capítulo de esforço golpista que esses dois veículos vem fazendo há mais de um mês. 
Um golpe que atenta contra a economia do país, que visa proteger os interesses da JBS e que por extensão irá blindar Lula e o petismo, e que se vale do recurso da banalização da Lava Jato para alcançar seu intento.

A mentira desse argumento não resiste a uma análise da própria natureza sui generis dessa delação, em que o colaborador se propõe a colaborar antes mesmo de ser formalmente incriminado por algum crime relacionado ao próprio objeto da delação. 
Reafirmamos aqui o que dissemos há mais de um mês: uma parte do estamento burocrático aliada aos interesses do petismo está tentando de todas as formas, com o apoio desses dois órgãos de imprensa, promover o fim antecipado do governo.

Um fim antecipado do atual governo criaria as condições seguras para a volta e a permanência da esquerda (que se confunde com esse segmento do estamento) ao poder político. 
Cumpre notar que essa afirmação obviamente não significa que interpretemos o governo atual como sendo qualquer coisa parecida com um governo de direita, pelo contrário. Mas uma ruptura nesse momento beneficiaria unicamente uma parte do estamento burocrático representado pela PGR e por Fachin interessaria somente à classe política alvo da própria Lava Jato e os setores da esquerda que foram apeados do núcleo do poder político no país.

Uma ruptura nesse momento, se não for seguida de uma iniciativa das Forças Armadas de interferir no processo político nos termos previstos pelo texto constitucional, criaria todas as condições para uma mudança completa nas regras do jogo pela disputa do poder político, tornando até mesmo incerta a realização de eleições no ano que vem. 
Eleições que serão justamente as primeiras no país, após décadas, em que a direita terá um candidato competitivo com chances reais na disputa, e nas quais o eleitorado não estará mais restrito a escolher entre socialistas ou socialdemocratas. É sob esse pano de fundo que a atual disputa entre segmentos do estamento burocrático e seus braços e porta-vozes na grande imprensa deve ser interpretada.

25 de junho de 2017
paulo eneas
critica nacional

SE O STF E SENADO DESSEM A AÉCIO O MESMO TRATAMENTO DADO A DELCÍDIO, TUCANO JÁ ESTAVA CASSADO E PRESO



Definitivamente o Brasil é o paraíso do “faz de conta”. Em especial quando o assunto é política e corruptos com mandato. Denunciado por Joesley Batista, dono da JBS, no escopo de acordo de colaboração premiada firmado com a Procuradoria-Geral da República, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) é um misto de sujeito de sorte com especialista em milagre da multiplicação.

Gravado durante conversa telefônica com Joesley, ocasião em que acertou o pagamento de propina de R$ 2 milhões, dinheiro que, segundo consta, seria utilizado para honrar honorários do advogado que o defende no âmbito da Operação Lava-Jato, o senador mineiro conseguiu a proeza de contratar um defensor ainda mais caro para defendê-lo no JBSgate. Ou seja, Aécio não tinha dinheiro para pagar um advogado, mas contratou outro mais custoso.

O viés sortudo de Aécio Neves surge em pelo menos dois episódios recentes. O primeiro deles surgiu no Supremo Tribunal Federal (STF), mais precisamente na Primeira Turma da Corte, que há dias decidiu suspender a análise do pedido de prisão do político tucano apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

O segundo caso é o do Conselho de Ética (sic) do Senado, cujo presidente, senador João Alberto (PMDB-MA), decidiu de forma monocrática arquivar o pedido de cassação do mandato de Aécio. Em suma, João Alberto deu a famosa “canetada” e tudo foi resolvido em um piscar de olhos. A ousadia do presidente do Conselho de Ética é tamanha, que ele arriscou afirmar que Aécio foi vítima de uma “injustiça”.

“O pedido não me convenceu. Não foi suficiente para abrir inquérito contra o senador Aécio. O que fizeram que ele (Aécio) foi uma grande injustiça”, afirmou João Alberto.

Em outras palavras, para o presidente do Conselho de Ética pouco importa o fato de Aécio ter sido flagrado cobrando propina, escalado o próprio primo para receber o dinheiro sujo e ter insinuado que poderia matá-lo antes que fizesse delação premiada. Para o senador João Alberto nada representa o fato de Aécio ter telefonado a ministros do STF para tratar de matéria que versa sobre o fim do foro privilegiado.

Essa sequência de fatos causa estranheza, pois o STF e o Conselho de Ética do Senado tomam decisões de acordo com o cliente (sic). Quando o então senador Delcídio Amaral foi preso, o mandado de prisão foi autorizado monocraticamente pelo falecido ministro Teori Zavascki. Ademais, Delcídio foi preso sem autorização do Senado Federal. O artigo 53 da Constituição define que parlamentares não podem ser presos, “salvo em flagrante de crime inafiançável”.

Uma semana após ser preso, ainda no cárcere, Delcídio foi notificado pelo Conselho de Ética do Senado sobre o processo de cassação de mandato, ou seja, o prazo regimental para a defesa começou a contar a partir da notificação. Se confrontada com o escândalo envolvendo Aécio, tal situação é tão bizarra que chega a provocar náuseas.

Comparando o caso de Delcídio Amaral com o de Aécio Neves, o primeiro é o que se pode chamar de reedição de um “conto de fadas”. Até porque, o crime cometido por Delcídio (digno de Juizado de pequenas causas) é infinitamente menor do que os cometidos por Aécio, que, tudo indica, não será cassado. Já Delcídio Amaral, que à época estava filiado ao PT, perdeu o mandato parlamentar em tempo recorde e sem choro nem vela. Isso significa que no Conselho de Ética e no STF os processos são analisados pela capa.

Incompetente a ponto de perder a eleição presidencial para uma figura do naipe de Dilma Rousseff, o tucano Aécio é o que há de pior na política nacional. Quem não o conhece verdadeiramente acredita no seu discurso insosso e marcado pelo falso “bom-mocismo”, mas o senador não passa de mais do mesmo. É mais um entre tantos políticos especialistas a ludibriar a opinião pública com fala bravateira, enquanto, nos bastidores, usam o mandato eletivo como senha para negócios criminosos.

A questão que se coloca é grave, uma vez que há dois pesos para casos idênticos, o que viola a isonomia de tratamento e o Estado Democrático de Direito. Alguém há de afirmar que no caso de Delcídio Amaral houve flagrante, mas a afirmação é estrondosamente falsa. Aécio está sendo poupado na esteira de uma negociação espúria entre o PSDB e o governo corrupto de Michel Temer, que precisa de apoio no Congresso a qualquer preço.

Em qualquer país minimamente sério e que respeita a democracia e a leis, Aécio Neves já estaria preso e sem o mandato parlamentar. Como o Brasil transformou-se na seara da impunidade, o senador tucano aproveita o ócio remunerado para “vender” à opinião pública sua suposta inocência.


25 de junho de 2017
ucho.info

NÃO VEIO O DIABO, MAS VEIO O INFERNO

O premier socialista Antônio Costa


João Marques de Almeida, no Observador: "como não podia deixar de ser, no meio da irresponsabilidade geral, não faltaram os apelos do primeiro-ministro à “unidade nacional”. 
Perante uma crise, os instintos do Estado Novo surgem imediatamente". 
Segue o texto na íntegra:

A minha reação inicial ao inferno da estrada de Pedrógão Grande foi de compreensão. Seria prioritário salvar o que ainda havia para proteger e evitar as acusações e as culpas. Mas, entretanto, passou uma semana e muita informação veio a público. A compreensão foi substituída pela indignação e até pela raiva. Não se consegue entender como foi possível que 64 pessoas morressem daquela maneira numa via pública. Nenhuma explicação convence. Só há uma conclusão. O Estado português é incapaz de proteger a vida dos portugueses perante acidentes como o do incêndio de Pedrógão Grande. É um facto. O resto não passa de conversa.

Mas o que mais me irritou foi a total falta de respeito que o Governo mostrou pelos portugueses. Passou-se uma semana e ainda não ouvi um responsável político assumir responsabilidades ou pedir desculpas aos portugueses. Nada. Temos assim um Estado irresponsável. Se perante uma tragédia destas, não há responsáveis, então somos governados por irresponsáveis. Comparem a actuação do primeiro-ministro português com a resposta da chefe do governo britânico, Theresa May, perante uma tragédia semelhante. Na primeira vez que foi ao Parlamento britânico depois do incêndio numa torre de habitação em Londres, May pediu desculpa aos britânicos. E pediu desculpa onde deve fazê-lo. Na sede da democracia britânica: o parlamento.

Como escreveu muito bem o Rui Ramos, os responsáveis políticos devem um pedido de desculpas aos portugueses. Deve ser António Costa a fazê-lo e na Assembleia da República, perante os representantes do povo português. Se não o fizer, mostra que não está à altura das funções que exerce. É muito simples. Os eleitos têm responsabilidades perante os eleitores. O governo serve os portugueses. Não são os portugueses que servem o governo. Quem não entende isto, não percebe nada do que é um regime democrático e está a prejudicar a democracia nacional.

Mas desconfio que o que se passa é ainda pior. Há a sensação que o Governo está a esconder informação e não está a contar tudo o que se passou. É mais uma vez a táctica do costume. Partilhar apenas a informação que não pode ser escondida. Protegerem-se atrás de “inquéritos para apurar toda a verdade”. Apurar toda a verdade? Morreram 64 pessoas numa via pública. O que querem apurar ainda mais? E, obviamente, ganhar tempo para as pessoas acabarem por esquecer. Os assessores de imprensa dizem aos seus patrões políticos que as notícias têm um pico e um ciclo, depois passam e chegam outras notícias. O fundamental é aguentar o período difícil. Respeito pelos portugueses e pela verdade, mesmo perante uma tragédia? Isso não interessa. O importante é salvarem-se e se possível não perder muita popularidade. No limite, arranjam-se uns bodes expiatórios para serem demitidos (ou pedirem a demissão) e carregarem com as culpas.

Como não podia deixar de ser, no meio desta irresponsabilidade geral, não faltaram os apelos do PM à “unidade nacional”. Perante uma crise, os instintos do Estado Novo surgem imediatamente. Salazar também pedia a “unidade nacional” perante a guerra colonial. Em democracia, não há unidades nacionais. Há escrutínio por parte da oposição. E se for necessário há críticas e pedidos de responsabilidade, por mais que isso custe. O que se passa hoje em Portugal é uma questão de qualidade da democracia portuguesa. O que aconteceu em Pedrógão exige apenas o seguinte comportamento por parte do governo e do PM: respeito pelos portugueses e responsabilidade perante o cargo que se ocupa. Costa ainda não mostrou nenhuma dessas exigências. Se não o fizer, esperemos que o Presidente da República o chame à atenção. É a obrigação da mais alta autoridade da democracia portuguesa. E se ele não cuidar da democracia, como se tem visto, ninguém o fará.


25 de junho de 2017
in orlando tambosi