"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

FARSA? O FIM DO FORO É UMA MENTIRA?

.JOSÉ MÁRCIO SUSPENSO NO FACE. (3 DIAS)

BRIGADEIRO EDGARD, SEM SABER QUE ESTAVA SENDO GRAVADO, CONFIRMA TODOS OS BOATOS

FARSA? O FIM DO FORO É UMA MENTIRA?

MORAES PEDE VISTA E JULGAMENTO SOBRE FORO PRIVILEGIADO É ADIADO

CÁRMEN LÚCIA SUSPENDEU A SESSÃO, POIS ELA E ROSA WEBER VÃO ANTECIPAR OS VOTOS
APESAR DO PEDIDO DE VISTA, CÁRMEN LÚCIA SUSPENDEU A SESSÃO, POIS ELA E ROSA WEBER VÃO ANTECIPAR OS VOTOS

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes pediu vista hoje (1º) do julgamento que pode restringir o foro privilegiado para autoridades, como deputados e senadores. O julgamento foi retomado nesta tarde, mas somente o voto do relator, Luís Roberto Barroso, a favor da mudança, foi proferido. Não há data para o julgamento ser retomado, mas antes de encerrar, a presidente, ministra Cármen Lúcia, suspendeu a sessão, pois ela e a ministra Rosa Weber declararam que iriam antecipar os votos.

Durante a manifestação de Alexandre de Moraes, os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli afirmaram que não é possível concluir que há morosidade do STF em relação à primeira instância da Justiça. Em seguida, Roberto Barroso, relator do caso, rebateu os colegas. "Basta verificar que distribuem-se cargos com foro privilegiado para impedir o alcance da Justiça de primeiro grau. É só ler os jornais”, disse.

Na sessão de ontem, Barroso usou dados do próprio STF e ressaltou que o atual sistema de foro provoca a prescrição das penas. “Só aqui no Supremo já prescreveram, desde que o Supremo passou a atuar nesta matéria, mais de 200 processos. Portanto, essa é uma estatística que traz constrangimento e desprestígio para o STF", disse.

O caso concreto que está sendo julgado envolve a restrição de foro do atual prefeito de Cabo Frio (RJ), Marcos da Rocha Mendes. Ele chegou a ser empossado como suplente do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mas renunciou ao mandato parlamentar para assumir o cargo no município. O prefeito responde a uma ação penal no STF por suposta compra de votos, mas, em função da posse no Executivo municipal, o processo foi remetido para a Justiça do Rio de Janeiro.



01 de junho de 2017
diário do poder

NOMEAÇÃO DE TORQUATO JARDIM FOI MAIS UMA DERROTA PARA A MINISTRA DA AGU

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Grace disputava poder com Torquato Jardim
Além do levante que enfrenta no próprio órgão que chefia e das manobras de seu vice Paulo Gustavo Medeiros Carvalho para sucedê-la, com as bênçãos do chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, como já noticiado neste blog, agora a ministra Grace Mendonça, da Advocacia-Geral da União, sofre mais um revés, ao ver um de seus desafetos assumir a pasta da Justiça.
Há menos de duas semanas, Grace foi queixar-se ao presidente da República, reclamando do protagonismo do Ministério da Transparência, então comandado por Torquato Jardim, nos acordos de leniência no âmbito da administração federal. Consta que Temer não deu nenhuma atenção para esse reclamo, até porque sua relação com Torquato Jardim é antiga e estreita.
Depois se seguiram a recusa de Grace em buscar os áudios da delação premiada de executivos da JBS no Supremo Tribunal Federal, a pedido de Michel Temer, e seu total silêncio durante todo o episódio, o que desagradou o Planalto.
ISOLAMENTO – A nomeação de Torquato Jardim para o Ministério da Justiça mostra que a ministra está, de fato, isolada e sem a confiança de Temer. Ao contrário das outras vezes, seu nome agora sequer foi ventilado para a pasta.
Na tentativa de mostrar serviço a ministra começa a blefar. Em entrevista ao jornal Valor, Grace afirmou que, no caso de eventual dano ou prejuízo para o sistema financeiro causado pela JBS, a AGU buscará a reparação do prejuízo. Será que a ministra não sabe que a AGU não tem competência para isto? É a CVM, com sua própria Procuradoria, que tem legitimidade para atuar neste caso.
Parece que a ministra tem noção de que balança no cargo, mas não tem habilidade política nem assessoria adequada para agir. Como se diz popularmente, vem colocando os pés pelas mãos. E sua pose de técnica e competente vai se esvaindo em meio ao lamaçal no qual está submerso o próprio Governo.

01 de junho de 2017
Carlos Newton

O HUMOR DO DUKE...

Charge O TEMPO 31.5.2017
01 DE JUNHO DE 2017

LULA E DILMA PROMETERAM FAZER BARRAGENS EM PERNAMBUCO E NÃO CUMPRIRAM

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Em Palmares, a procura de  comida na lama
Cenas dantescas de fome e miséria total em Pernambuco e outros Estados do Nordeste, em meio a torrentes de chuvas , alagamentos e destruição de bairros inteiros. Em Pernambuco, em 2010 a mesma intensidade de chuvas caiu, causando a destruição e perdas de vidas. E chorosamente, copiosamente, Dilma e Lula prometeram ao povo dessas áreas que iam construir 6 barragens com o dinheiro do famigerado PAC e nunca mais aquele povo viria esse caos. Hoje, com a mesma intensidade de chuvas e transbordamentos de rios e o caos urbano (eterno) em todas as cidades, novamente com perdas de vidas e a miséria campeando, o governador Paulo Câmara aliado e amigo de Eduardo Campos, quando foi cobrado das seis barragens prometidas, disse que precariamente somente uma existe, feita com dinheiro de Pernambuco, pois a União não mandou um tostão, e as outras estão naquele universo de mentiras do lulopetralhismo.
Não sei se vocês, pela mídia sulista, viram as cenas, na cidade de Palmares, em Pernambuco, quando os supermercados foram colocar no lixo as comidas estragadas pelas inundações, em meio a lama que ainda corria pelas ruas, e centenas de pobres atingidos pelo caos correram em busca de comida numa cena dantesca e triste em pleno terceiro milênio.
PRECONCEITOS – Ontem visualizei os comentários nas mídias sociais nos agredindo de miseráveis, nos impingindo humilhacões e preconceitos por sermos nordestinos, criticando aqueles que votaram e ainda votam no PT, enfim, nos colocando no lixo, achando pouco aquelas cenas e o rancor dos homens de bem aos homens públicos desse país em desencanto.
No meio da tristeza, pois amo meu semelhante pela formação cristã e os ensinamentos que ela encerra, pois em Jesus há a plenitude, há o Amor Eterno, peço às pessoas que antes de criticarem o cidadão esfomeado e desprezado pelos governantes, firmem em seus pensamentos de que nesse Nordeste sofrido e enganado pelos “maus políticos e criminosos de lesa-pátria impunes” ainda tem gente de bem, gente honesta e trabalhadora, não nos meça e nos compare com o “comportamento ou atos de Lula e Dilma ou quem quer que seja do PT e outros Partidos nessa nau em decomposição moral, ética e administrativa chamada Brasil”.
SOMOS VÍTIMAS – Nós não somos iguais a eles, somos vítimas tanto quanto vocês do sul maravilha, desse mar de lama impune e imune que devasta a Nação mais viável do planeta, que deixa mais de 15 milhões de desempregados (numa família de 5 pessoas isso representa 75 milhões de seres humanos atingidos pelo desemprego), fora os empobrecidos, endividados, sem perspectivas de futuro, tal é o nível veloz de empobrecimento e decadência da Família brasileira.
Sem saúde, sem educação, sem segurança física e jurídica, sem infraestrutura urbana e rural, engolidos por 14 anos de incúria administrativa, provada e comprovada, impune, imune, e, ainda temos o desprazer de ouvir e ver que quem devia punir essa gente que empurrou o Brasil para esse caos grandioso (vamos precisar de 15 anos para restabelecermos um caminho para nosso amado Brasil) dizer que seria uma “comoção” prender o “grande comandante desses 14 anos de desmandos”.
Ora, comoção é ver nosso povo no meio da lama, procurando comida para levar para suas famílias e perdendo casas e moveis, vidas e o futuro de suas famílias.

01 de junho de 2017
Edjailson Xavier Correia

TEMER JÁ SE TORNOU UM CASO DE POLÍCIA

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Charge do Laerte (Arquivo Google)
O governo Michel Temer se tornou oficialmente um caso de polícia. O Supremo Tribunal Federal autorizou que o presidente seja interrogado pela PF. Ele terá 24 horas para se manifestar, por escrito, no inquérito em que é investigado sob suspeita de corrupção.
A decisão do ministro Edson Fachin impôs ao menos três derrotas ao Planalto. A defesa de Temer queria suspender o depoimento, empurrar o caso para outro relator e livrar o presidente da companhia de Rodrigo Rocha Loures, o deputado da mala.
Os três pedidos foram negados por Fachin. Além disso, o ministro criou um quarto problema para Temer. Ele determinou que a PF conclua o inquérito no prazo de dez dias. É o que a lei determina quando um dos investigados cumpre prisão preventiva.
RISCO-DELAÇÃO – O presidente obteve uma única vitória: seu caso foi separado do inquérito sobre Aécio Neves. Temer se livrou do tucano, mas seu destino continua vinculado ao de Rocha Loures. Se o homem de R$ 500 mil for convencido a delatar o chefe, a sobrevivência do governo tende a se reduzir a uma questão de horas.
O risco-delação levou o Planalto a passar outro vexame. Magoado com a dispensa do Ministério da Justiça, o peemedebista Osmar Serraglio se recusou a assumir a pasta da Transparência. Seu retorno à Câmara lançou o governo numa corrida para evitar que Loures perca a cadeira e o foro privilegiado.
Para desarmar a bomba-relógio, Temer passou a oferecer cargo de ministério a qualquer deputado do PMDB do Paraná. O líder do partido farejou a oportunidade e pediu mais alto. Avisou que não tem interesse na Transparência, mas topa ficar com o maltratado Ministério da Cultura.
Cada vez mais frágil, Temer começa a repetir cenas da agonia de Dilma Rousseff. No desespero para se manter na cadeira, a então presidente se tornou presa fácil da chantagem parlamentar. No fim do governo, os deputados do PMDB chegaram a abocanhar o Ministério da Saúde antes de abandoná-la.

01 de junho de 2017
Bernardo Mello Franco
Folha

MAIS DE 200 PROCESSOS DE FORO PRIVILEGIADO JÁ PRESCREVERAM NO SUPREMO


Charge do Mário (Humor Político)
No início do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que pode limitar o alcance do foro privilegiado, o autor da proposta, ministro Luís Roberto Barroso, apresentou em seu voto a tese segundo a qual “o foro por prerrogativa de função aplica-se apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionado às funções desempenhadas”. O julgamento foi suspenso devido ao horário e retorna na próxima sessão, marcada para esta quinta-feira (dia 1º).
Barroso propôs também que, mesmo se alguma autoridade assumir ou deixar um cargo que lhe garanta foro especial, nenhuma ação penal deverá mudar de instância se a produção de produção de provas já estiver sido concluída e restar apenas a apresentação das alegações finais.
37 MIL PRIVILEGIADOS – Citando dados da Secretaria de Gestão Estratégica do STF, Barroso disse que 37 mil autoridades têm de foro privilegiado. O ministro assinalou que há mais de 500 processos na Corte envolvendo mais de 1/3 do congresso nacional.
“Segundo dados da Secretaria de Gestão Estratégica, já prescreveram mais de 200 processos. Portanto é estatística que traz constrangimento e desprestígio para o STF”, afirmou o ministro.
Atualmente, o que define a prerrogativa de foro privilegiado é o cargo ocupado, independentemente do momento em que o ato ilícito for praticado. Barroso citou números da FGV, segundo os quais o Supremo ficaria com apenas 10% dos processos que atualmente têm
TUDO ERRADO – “O sistema é ruim, funciona mal, traz desprestígio ao Supremo, traz impunidade. Eu penso que a impunidade em geral no Brasil decorrente de um sistema punitivo ineficiente de uma maneira geral fez com que o direito penal perdesse no Brasil o seu principal papel, que é o de funcionar como prevenção geral. As pessoas não praticam crimes, pelo temor muitas vezes de que vão sofrer uma consequência negativa”, disse.
Boa parte do voto de Barroso foi dedicada a argumentar que o Supremo tem a competência para restringir a interpretação da Constituição, no caso, sobre o foro. O ministro citou precedentes do Supremo neste sentido, inclusive, em relação à limitação da imunidade material concedida a parlamentares.
Barroso afirmou que há uma mudança na realidade em relação a 1988, quando a Constituição previu a ampliação do número de autoridades com foro. Também ressalta o papel do Supremo como Corte Constitucional, e não como local para processos penais em primeiro grau.
INTERPRETAÇÃO – “Tudo que faz com que a Justiça funcione mal, tudo que desprestigie o que a gente simboliza e o que a gente faz, deve ser revisitado. “A interpretação constitucionalmente adequada do instituto do foro é aquela que o restringe aos atos praticados no cargo e em razão do cargo, e isso não só é compatível, mas acho que é o que decorre da Constituição à vista da realidade fática que reveste o julgamento destas ações”, disse Gilmar.
“A norma se destina a proteger a independência e não a acobertar crimes que não guardam qualquer relação com o exercício do mandato”, diz Barroso. O ministro também chamou de “anomalia” o fato de o plenário do Supremo ter levado 69 sessões sobre o Mensalão.
Segundo Barroso, há no STF mais de 800 agentes com prerrogativa de foro, incluindo o Presidente da República, o vice-presidente, 513 deputados e 81 senadores. “Há também os atuais 31 ministros de estado, os 3 comandantes militares, 90 ministros de tribunais superiores, 9 ministros do Tribunal de Contas da União, 138 chefes de missão diplomática em caráter permanente”, disse. Seriam 30 mil detentores de prerrogativas em Tribunais de Justiça estaduais e Tribunais Regionais Federais.
JANOT CONCORDA – Em manifestação no julgamento, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, concordou com Barroso e disse que, se a redução não acontecer, o número de processos criminais envolvendo parlamentares e autoridades do governo poderá inviabilizar o funcionamento do Supremo Tribunal Federal.
“A prerrogativa do foro visa garantir o exercício do cargo ou do mandato e não proteger a quem o exerce”, afirmou. Janot disse ter “absoluta certeza” que se não houver “mudanças de paradigmas” no julgamento que ocorre nesta quarta-feira, 31, o STF terá que voltar ao tema em breve por uma questão prática. Para o procurador-geral da República, “o aumento exponencial de denúncias criminais irá inviabilizar o regular funcionamento da corte em breve espaço de tempo”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 Barroso e Janot estão defendendo o óbvio ululante que Nelson Rodrigues tanto procurava. Se a proposta de Barroso não for aprovada por unanimidade, é melhor o Supremo fechar para balanço para extirpar presenças nefastas e inaceitáveis(C.N.)

01 de junho de 2017
Deu em O Tempo
(Agência Estado)

CONFIRMADO: PSDB ABANDONA O GOVERNO SE TEMER FOR CASSADO NO TSE E RECORRER

Sao Paulo, SP, BRASIL, 22-03-2017: ***para final de semana FOLHA*** Entrevista com o ex Presidente Fernando Henrique Cardoso que fala sobre o lancamento do 3o volume do seu livro Diario da Presidencia. Fotos de Fernando Henrique em seu escritorio no IFHC no centro de Sao Paulo (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress, PODER).
FHC assume as negociações da eleição indireta
O PSDB não terá como ficar ao lado de Michel Temer (PMDB) caso o presidente recorra de uma eventual cassação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ou faça uso de medidas protelatórias no julgamento enquanto a crise política segue aguda. Na avaliação dos tucanos, qualquer um dos cenários ameaça a retomada econômica – e, consequentemente, as chances eleitorais governistas em 2018.
De seu lado, Temer cobra do PSDB lealdade, já que o partido passou a semana passada dedicado a elaborar cenários com e sem seus aliados para disputar a eleição indireta decorrente da eventual queda do presidente. Esse foi o tom geral da conversa entre Temer e o patrono do tucanato, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em um hotel paulistano na noite de segunda-feira (dia 29).
Estiveram presentes também Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) e o senador Tasso Jereissati (CE), presidente interino do PSDB e principal nome do partido para compor chapa, na cabeça ou na vice, no caso de uma eleição indireta.
LAVA JATO – A discussão não incluiu, obviamente, novos passos na Lava Jato, como a perda nesta terça-feira (dia 30) do foro privilegiado de Rodrigo Rocha Loures, homem de confiança de Temer acusado de receber propina em seu nome.
FHC reforçou sua preocupação com a economia, que acabou ancorada na expectativa criada pelo próprio Planalto de que a aprovação de reformas como a da Previdência seria vital para garantir a saída da recessão.
Na mesma segunda, o boletim de análises de mercado agregadas pelo Banco Central apontou, pela primeira vez em 11 semanas, uma interrupção no otimismo da praça. Avaliações de inflação e de crescimento do PIB tiveram discreta piora.
AGENDA ECONÔMICA – O foco possível neste momento, defendido pelos tucanos, é o de tentar fazer avançar a agenda econômica no Congresso com a aprovação de reformas estruturais. Isso, como explicitam as dificuldades no trâmite da reforma trabalhista no Senado, é quase uma admissão tácita de que os dias do governo parecem contados.
No caso da reforma da Previdência, nem no Congresso, nem no mercado, há apostas de que haverá celeridade ou aprovação integral das propostas negociadas até aqui.
Os peessedebistas buscaram minimizar as articulações pós-Temer, dando sequência ao apagamento de incêndios de sexta (29), quando partidos aliados demonstraram insatisfação pelo que foi chamado de açodamento do PSDB em tentar montar uma sucessão a seu gosto. O fizeram não só por ciúme político do maior aliado de Temer.
ABRAÇO MORTAL – Os tucanos não têm voto na Câmara, que concentra 86% dos votos no Colégio Eleitoral, para aprovar um nome como o de Tasso em eleição indireta sem algum acordo com todos os atores.
Entre eles, o DEM de Rodrigo Maia, presidente da Casa que tem força no baixo clero, grupo de deputados sem expressão nacional que congrega uns 70% do plenário
Além disso, deputados da ala jovem do PSDB defendem a ruptura com o Planalto desde a semana passada, e o encontro de cúpula com Temer soou a seus líderes como um abraço mortal.

01 de junho de 2017
Igor Gielow
Folha

MICHEL TEMER DEPÕE `POLICIA FEDERAL, APROXIMA-SE O FIM DA ESTRADA PARA ELE

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Derrocada de Temer é só uma questão de tempo
O ministro Edson Fachin – reportagem de Carolina Brígido e André de Souza, O Globo desta quarta-feira – acolheu a representação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e determinou que o presidente Michel Temer preste depoimento à Polícia Federal na condição de acusado no inquérito que focaliza mais acentuadamente efeitos de seu relacionamento próximo com Joesley Batista. O presidente da República vai receber perguntas por escrito e responder também por escrito, às questões formuladas.
Creio que o episódio não tenha antecedentes na história do Brasil: um presidente da República ser interrogado por um órgão do segundo escalão do próprio governo. O efeito político de tal obrigação é arrasador. E o efeito pode ser notado na foto de primeira página da Folha de São Paulo que integra a reportagem de Letícia Casado.
VÉSPERA DO DESFECHO – O desânimo reunindo João Dória, Michel Temer, Henrique Meirelles e Rodrigo Maia, por si só torna-se um documento histórico registrando praticamente a véspera de um desfecho. Michel Temer manifestou a Edson Fachin o desejo de não responder nada com base no vídeo gravado por Joesley Batista no Palácio Jaburu. Acha que só deve responder sobre a gravação sonora depois de esclarecida a dúvida levantada se a fita foi editada ou então reflete integralmente o diálogo de 40 minutos na noite de 7 de março.
Uma outra matéria publicada na Folha de São Paulo mostra que havia razões para que o dono da JBS pudesse ter acesso à residência presidencial com base apenas na identificação na placa do automóvel. Essa matéria registra, também com foto, a presença de Michel Temer no casamento de Joesley Batista com a jornalista Ticiana Villas Boas. Mas esta é outra questão.
SEM CONDIÇÕES – O fato essencial dominante é a perda praticamente total das condições políticas capazes de manter o atual governo. Vejam só a atitude do deputado Osmas Serraglio de recusar a nomeação para o Ministério da Transparência. Com isso Rocha Loures perde o direito a ser julgado no foro especial do STF. Seu destino seria a instância em que se encontra o juiz Sérgio Moro. No entanto, como o episódio da mala se vincula à investigação que atinge Michel Temer, também Rocha Loures terá seu destino decidido pela Corte Suprema.
Tal hipótese pode melhorar sua situação, mas piora a situação do presidente da República. Afinal de contas, Loures foi filmado pela Polícia Federal recebendo e correndo com a mala do emissário da JBS Ricardo Saud pela noite da cidade de São Paulo. Não transitou como está na música pela Avenida São João, porém transitou direto para a perda do mandato, aliás, como suplente da bancada do Paraná.
PRÓXIMO DO FIM – Aproxima-se o desfecho do desastre refletido no Palácio do Planalto. Daí a dificuldade de o presidente da República fazer nomeações para postos de relevância no Executivo. Porque os selecionados sabem que seus períodos serão curtos. Apenas Henrique Meirelles acredita que continuará à frente do Ministério da Fazenda seja qual for o personagem que completará o mandato que termina em dezembro de 2018 e que passa pelas eleições diretas para sucessão presidencial.
Falando ao Valor, edição de terça-feira, Paulo Rabello de Castro anunciou que vai destravar os créditos do BNDES. Difícil. Seu prazo será pequeno para uma tarefa tão grande.

01 de junho de 2017
Pedro do Coutto

HUMILHADO POR TEMER, SERRAGLIO CULPOU OS "TRÔPEGOS ESTRATEGISTAS" DO PLANALTO

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Serraglio se sujeitou à demissão desonrosa
Em carta de despedida endereçada ao presidente Michel Temer, o ex-ministro da Justiça, deputado licenciado Osmar Serraglio (PMDB-PR), faz um balanço de seus poucos meses de gestão na pasta e diz que Temer sofreu pressões de “trôpegos estrategistas”. Em uma mensagem de seis páginas, o peemedebista faz agradecimentos e diz que atuou para apaziguar os conflitos no campo, criando mutirões para demarcação de terras indígenas.
“Não posso concluir esta quadra de minha história sem agradecer ao presidente Michel Temer, pela confiança que em mim depositou porque sei das pressões que sofreu de trôpegos estrategistas”, diz Serraglio. O deputado agradece também ao ministro Eliseu Padilha (Casa Civil), “que sempre me apoiou, compreendendo as dificuldades em que eu navegava”, ao PMDB do líder Baleia Rossi (SP), às Frentes Parlamentares da Agropecuária e do Cooperativismo, “aos quais, fico sinceramente sentido, por pouco ter sido possível concretizar em tão breve tempo”. “Tínhamos muitas esperanças”, acrescenta.
CARTA-BALANÇO – Serraglio não foi à posse de seu sucessor, Torquato Jardim, mas disse esperar que as “boas sementes” que plantou no Ministério “se converterão em árvores frondosas, sob o comando do nosso novo ministro Torquato Jardim”.
Na “carta-balanço”, o peemedebista destaca que teve uma passagem “muito breve” mas “feliz” no Ministério da Justiça. Em sua versão, o deputado licenciado diz que praticou a descentralização e que valorizou a base de apoio do governo “num momento crucial de apoio às reformas do presidente Temer”.
O peemedebista conta que trabalhava das 8h da manhã até o início da madrugada, enumera as audiências realizadas e os encontros políticos e destaca que recebeu “inúmeros caciques indígenas”. “Enquanto se dizia que não recebia índios, eles eram presença constante em meu gabinete”, aponta.
MARCOU PRESENÇA – No documento, o ex-ministro rechaça a afirmação de que ele esteve ausente nos momentos mais turbulentos da segurança pública. “Enquanto eu estaria ausente da última manifestação na Esplanada, não arredei um centímetro do Palácio da Justiça, acompanhando os trabalhos comandados pelo general Santos Cruz e as ações da Força Nacional”, escreveu. “Na invasão do Ministério, ali estava presente, colaborando com o governo, para o sucesso de suas reformas”, emendou.
No começo da carta, Serraglio cita o dramaturgo francês Victor Hugo e finaliza com ativista norte-americano Martin Luther King, onde diz sonhar com a pacificação do campo “para que nesta mesa da fraternidade, possam os índios e os não-índios, compartilhar a alegria de vivermos neste grande País”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Serraglio é um fraco. Foi humilhado pelo ex-amigo Temer, ao ser escorraçado do Ministério, sem aviso prévio, um telefonema, um recado, um “Bessias”, nada, nada. Se tivesse dignidade, Serraglio diria que foi excluído do Ministério por ter se recusado a boicotar a Lava Jato. Seria uma saída honrosa, mas não teve coragem. Sequer citou os “trôpegos estrategistas”. É desanimador constatar que a política brasileira é feita por esse tipo de gente.(C.N.)

01 de junho de 2017
Deu no Estadão